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2016
Dez

Algarve

Uma breve história do Algarve

Em qualquer visita ao Algarve, é-se sempre confrontado com alguma parte do património, da história e das culturas do Algarve em diferentes épocas da sua história.

Ao longo de todo o Algarve, pode-se encontrar alguns dos encantos e segredos do passado de Portugal, tão enraizados que ainda não foram eradicados.

Desde os vestígios da presença romana à evidência do longo legado dos tempos muçulmanos, da conquista cristã ao período épico das descobertas portuguesas, encontramos todos os tipos de razões para redescobrir os sinais de um passado histórico bastante distinto.

A evidência da colonização humana no Algarve remonta a tempos imemoriais. Exemplos dessa presença podem ser encontrados nos restos neolíticos de muitos milhares de anos atrás e nos mais recentes, mas não menos interessantes, sítios arqueológicos romanos, agora abertos aos visitantes.

Qualquer viagem ao passado da região e à sua valiosa história deve incluir uma visita aos vários museus arqueológicos, que exibem uma vasta herança à espera de ser descoberta. Como lar de uma grande variedade de civilizações antigas, o Algarve também foi visitado por muitos outros povos, inevitavelmente, trazidos para a região pelo imenso mar que banha as suas praias.

Mais de cinco séculos de influências mouras deixaram a sua marca indelével na região, começando com seu nome atual: Al-Gharb, que significa: O Ocidente. A longa ocupação mourisca do território, que durou do séc. VIII ao século XIII, ainda pode ser vista nos nomes das cidades e das aldeias, na agricultura da região, na arquitetura dos monumentos, nos padrões das varandas, terraços e chaminés, ou nas casas caiadas que ainda podem ser apreciadas em muitas aldeias algarvias.

Naquela época, Silves era o foco central da região graças à sua localização geográfica estratégica.

Em meados do século XIII, o Algarve foi a última parte de Portugal a ser reconquistado do domínio muçulmano. Depois de um longo período de avanços e de retrocessos, a conquista cristã gozou da valiosa colaboração dos Cavaleiros da Ordem de Santiago, liderados por Dom Paio Peres Correia. O resultado foi que, no reinado de Dom Afonso III, terminou a presença árabe no Algarve e esta região juntou-se então novamente ao reino de Portugal.

Além de Silves, as cidades de Tavira e Faro, a actual capital do Algarve, foram definitivamente conquistadas dos mouros. Isto marcou a fundação do Reino de Portugal e dos Algarves.

Mais tarde, no início do século XV, o princípio da expansão marítima portuguesa trouxe uma nova vida ao Algarve e ao seu povo. Desde então, Lagos e Sagres permaneceram ligados para sempre ao Príncipe Henrique, o Navegador, e aos Descobrimentos Portugueses. Ainda hoje, no promontório conhecido como Ponta de Sagres, pode-se ver um gigantesco dedo de pedra apontando para o Oceano Atlântico numa clara alusão à coragem dos navegadores algarvios, como Gil Eanes, que navegou pelos mares em busca de novos mundos para dar ao mundo.

Muitas marcas deste passado remoto, que ainda está muito presente na alma dos habitantes do Algarve, encontram-se espalhadas por toda a região.